O choro do Chororado

Escrito por Luiz Yassuda | Aleatoriedades, Jogos | 21/08/2009

jorgehenrique

O Internacional, nosso grande freguês de 2009, mais uma vez recebeu com festa o Corinthians. É verdade que os dois times não são mais nem sombra dos times que estiveram em campo no último confronto no Beira-Rio. É verdade também que o Corinthians veio de uma seqüência muito negativa e só foi reencontrar o bom futebol quando enfrentou o também desmantelado e ex-líder Atlético Mineiro no Pacaembu.

Mas a freguesia adora mesmo assim.

Jogos contra o Inter viraram uma festa. Enquanto a torcida chororada canta uma canção dos Mamonas Assassinas, banda que fazia as pessoas rirem, a torcida corintiana responde rindo a cada lance mais agudo: “põe no DVD! Põe no DVD!”

É quase tão pastelão quanto uma piada de Stand-up Comedy. Mesmo.

Mas vamos falar do futebol: com dois gols impedidos, o Corinthians venceu o Internacional no Beira-Rio por 2×1, conquistando a segunda vitória consecutiva e chegando à sexta posição no Campeonato Brasileiro. De quebra, ainda viu a distância para o líder do campeonato diminuir para seis pontos. É, o Coringão voltou.

Obviamente, o time é fraco com os desfalques. Mas ver um Jorge Henrique brigando na defesa e, no mesmo lance, aparecer na área para fazer o gol faz a alegria de qualquer corintiano. Se não há habilidade, que joguem com raça. Sempre foi assim.

No Beira-Rio, o Corinthians começou melhor, pressionou a saída de bola do Inter e impôs o ritmo até a metade do primeiro tempo. Chicão marcou o gol em lance extremamente confuso dentro da área. Bola que chorou para entrar a la Basílio. E o juiz ainda deu o gol para o outro zagueiro, Jean.

O Inter empatou no fim do primeiro tempo, período em que equilibrou a partida e levou perigo.

No segundo tempo, o Corinthians demorou para consertar a avenida que descia pelas costas do improvisado Marcinho pelo lado direito de ataque do Inter. Quando o fez, acertadamente colocou Jorge Henrique para jogar nas costas de um lateral-direito que queria insistentemente ir ao ataque.

O resultado foi um jogo aberto, com chances para os dois lados. O Inter mente quando diz que jogou melhor. Qualquer resultado era possível e o Corinthians chegou ao gol já bem perto dos 40 minutos, com o raçudo Jorge Henrique, um cara que está fazendo com que o torcedor não lembre quem é Herrera e que está devendo muito pouco para um Tevez.

Aí, meu amigo, quando o jogo acabou, começou o choro. Para fechar o espetáculo. Mais um jogo para o DVD das conquistas corintianas sobre o Inter. Quando eu passar em Porto Alegre, pretendo comprar esta jóia rara na lojinha do nosso fiel freguês.

Se eu estivesse na diretoria corintiana, mandava logo uma faixa do pentacampeonato brasileiro, porque o Fernandão é pé-quente!

E em homenagem a mais um choro do time, segue um choro que eu também aprecio muito, Altamiro Carrilho:

PS: Entrei lá no site do Internacional para pegar o link do choro oficial e vi que eles vão lançar um filme para comemorar o seu centenário no cinema. Será que o DVD vem de brinde ou será citado? Espero que sim.

Corinthians 0×0 Avaí – jogo duro (de assistir)

Escrito por Luiz Yassuda | Jogos | 03/08/2009

Foto: Luiz Yassuda

Caros amigos, eu fui ao Pacaembu hoje para assistir a Corinthians x Avaí, crendo em uma partida de recuperação em relação às péssimas apresentações diante de Palmeiras e Santo André. Primeiro, porque Elias e Alessandro voltavam ao time, além de novas opções (antes de banco, é verdade) como Boquita e Bruno Bertucci voltarem da Seleção Brasileira Sub-20. Mas o que vi foi um empate sem gols e um jogo sem graça.

É verdade que o Corinthians tentou. Souza perdeu gols feitos, sem grandes novidades. O meio-campo, com Jucilei, Boquita e Elias foi mais consistente do que nas últimas partidas. Mas acabou aí.

O time peca por não ter mais a opção de jogadas pela esquerda. Contra o Avaí, a entrada de Bruno Bertucci no segundo tempo até melhorou um pouco o cenário, mas não solucionou este problema. Bill apareceu como opção interessante por aquele lado, mas seu esforço não se transformava em muita coisa. Praticamente o mesmo futebol apresentado pelo seu antecessor, Otacílio Neto.

Felipe fez excelente defesa em lance mais agudo do Avaí, mas, pelo menos, o time catarinense pouco agrediu e mostrou-se disposto a apenas empatar com o todo-poderoso. O juiz da partida pecou em não advertir o goleiro com o cartão amarelo por demorar para repor a bola.

Vendo um lado positivo na partida, pude notar que o time está voltando a ter bons lances, e com um lateral esquerdo de origem, passou a variar os lados das jogadas novamente. Infelizmente, esbarramos na falta de um atacante que sonhe em fazer alguma sombra a Ronaldo, além de não contar mais com um garçom especialista no meio.

O time parece ter potencial para evoluir. Mas, sem novas peças, receio que não haverá uma evolução a ponto de disputar o título brasileiro. Se ninguém vier, a Libertadores ficará novamente no sonho.

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